terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

No princípio...


No princípio, tudo são rosas, tudo é bom, belo e te enche de alegrias e esperanças. Você é agradavelmente surpreendido pela possibilidade das realizações conjuntas mais sublimes.
A convivência é pacífica, harmoniosa, tranquila, amorosa, calorosa, eu diria...
Assim como na criação do planeta: ele é inicialmente quente, revolto em suas experiências de adaptação e evolução tão necessárias à fixação das camadas porvindouras... e, finalmente chega a fase de maturação, estabilidade, confiança, segurança, solidez...
Mas "tudo o que é sólido desmancha-se no ar"... Marx tinha toda a razão. Nem todos estão preparados para vivenciar a plenitude da vida adulta, suas experiências, vivências; é necessário maturidade, disciplina, autocontrole, autoestima, saber o que quer da vida, fazer escolhas.
Mas não queremos escolher, queremos tudo e, se possível ao mesmo tempo. Queremos passar de experiência em experiência sem jamais nos fixarmos em nada, quais borboletas pousando de flor em flor.
Mas isso não resolve nossos problemas e, por mais que queiramos nos iludir, eles ainda estarão lá; porém, para as borboletas já será tarde demais... ao perceberem que já não podem mais voar como nos tempos de juventude, terão de ficar com a flor ou o cravo que aparecer no caminho e sentir a amargura das escolhas mal feitas, do tempo desperdiçado, das energias mal empregadas.
Toda ação gera uma reação e nós nem paramos para pensar que ação estamos tomando; a reação, porém, vem inexorável.
Pois que "o essencial é invisível aos olhos", "só pode ser visto com o coração".

Um comentário:

Rafaella disse...

Adorei! Tudo é sólido na mesma proporção do não sólido...
=*