sexta-feira, 7 de novembro de 2008

At the window

I'm always at the window watching...
Life is happening, still I'm here just standing
At the window I can see the rain
Drops falling from sky, cleaning the air
But all I can do is feel my own pain
The day woke up gray and sad
And I don't think it's fair
Perhaps I'm going mad
Day, night, life, rain, sun, sounds
And I'm standing here at the window
Waiting and praying
Watching and dying
But life goes on...

domingo, 19 de outubro de 2008

O Violão

Há muito tempo, um violão foi criado
Suas cordas sempre esticadas, um som sempre afinado
Sua madeira era lustrosa, parecia encerado
Braço pequeno e fino, corpo delgado e leve
Tarrachas brilhosas, cores marfim e ébano
Com tampo espelhado, pois outro não serve
Muitas músicas este Violão tocou
E seu corpo, com cada melodia vibrou
Não é perfeita sua acústica, mas seu som é limpo e alto
Tremolos, vibratos, alegros e andantes
Perfeita companhia para a voz de uma contralto
Seis cordas, doze casas, tantas possibilidades
Mas um violão também tem suas fragilidades
E um dia, eis que uma corda se arrebenta
E no meio de uma canção doce e lenta
O Violão parou de tocar
E ainda que cordas possam ser trocadas
Com o pesar das melodias já tocadas
Não será mais o mesmo Violão a vibrar.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

A Dança e os fantasmas do passado!

Que deleite para a mente, para a alma e para o corpo é a dança. Tantos anos da minha vida dançando e ensinando outras pessoas a dançar; sentindo junto delas a felicidade de superar limites, de conquistar o próprio corpo, de disciplinar a mente em busca da sintonia perfeita entre a melodia e os movimentos.
Os últimos quatro anos dançando, em especial, foram de muita valia, muitas experiências e muitas experimentações, saindo da minha zona de conforto para me aventurar onde não havia estado antes.
Posso dizer que foram impulsos do amor; não saberia descrever de maneira diferente. A dança apaixona e faz querer mais e melhor. Você nunca está satisfeito com um determinado resultado e vive treinando para fazer qualquer melhoria.
Os parceiros de dança, os alunos e os olhares de curiosos também impulsionam nessa corrida frenética. Os parceiros, como o próprio nome diz, são seus cúmplices, sabem até onde você consegue ir, o que você consegue fazer, como você pode superar um limite. Sentem a sua dor, comemoram sua vitória, vibram junto contigo em cada resultado positivo, seja num simples ensaio, festival de danças, concurso.
Os alunos estão sempre ávidos de novos conhecimentos, na expectativa de aprender o que ainda não sabem, de fazer aquilo que estão sonhando, de dançar com os professores ou como eles.
Os olhares curiosos ficam na dúvida de serem capazes de fazer tudo aquilo: alongar como loucos, manter o corpo em forma, piruetas, saltos, coordenar braços e pernas, trabalhar a expressão corporal.
Ah, os festivais!!! Que deleite é o passar do semestre ensaiando coreografias novas para apresentar aos parentes, amigos e demais convidados de nossos alunos... Um semestre de ensaio e tudo termina em 2 gloriosas horas de luz, cor, brilho e movimento.
É como uma paquera, um flerte, às antigas: primeiro as pessoas se conhecem, se olham, se insinuam, se desejam em segredo, até que um dia, sem mais poder esconder nem de si mesmas, elas se dão o primeiro beijo; apaixonado, caloroso, vibrante.
É tudo tão rápido e ainda assim, tão prazeiroso. Jamais saberia colocar em palavras o que isso significa e o quanto isso faz falta na vida de alguém.
Lembro-me e sinto saudades da gripe por ensaiar na chuva para apresentação em shopping, de viajar para Teófilo Otoni para ensinar, de abraçar os amigos chorando por ganhar a chance de ir pra Portugal, da primeira experimentação tango/ballet/street dance (quanta história de vida isso rendeu nos próximos 4 anos!), de ser egípcio descalço em Varginha num frio de dar medo em esquimó, de ser chinês street dancer, árabe de uma princesa só, malandro de uma garota de Ipanema em BH, príncipe de um cisne negro, barbeiro pobre em Cevilha, levar dois tiros de aviso na cabeça dançando outro tango, palhacinho triste de uma palhaçinha feliz e tantos outros...
Só quem dança é que pode saber e também não saberá explicar... é como sentir falta da própria água que sustenta o corpo.
E como a vida muda, transforma e atualiza, na impossibilidade de voltar aos palcos, festivais, concursos, ensaios dia de domingo, treinos especiais de sexta à tarde e sábados pela manhã, eu me voltei para o forró de cada sexta à noite, hehehehehe! Minha forma de manter o que sobrou do ritmo no corpo, ainda que a chama perene da dança queime profundamente n'alma!
Quem esteve comigo nesse tempo todo, como alunos (as), como parceiras de dança, como aqueles que acompanharam ainda que sem dançar, sabem o quanto eu amo tudo isso e sabem que o meu sonho de vida é morrer dançando!!!
O fim perfeito para o terceiro ato da minha peça de vida!
Não fossem as dificuldades que a própria vida impõe para nos fazer progredir, eu teria ido, com certeza, até o fim...
Dançarinos e dançarinas (de todas as danças e estilos), amem e vivam a dança. Não há melhor recompensa.

sábado, 11 de outubro de 2008

Frustração

Bom dia, pessoas!!!

Antes de parecer EMO com as coisas que pretendo dizer, gostaria de ressaltar que NÃO estou, de maneira alguma deprimido, sofrendo, ou qualquer uma dessas coisas EMO do tipo e com sinceras desculpas a qualquer EMO de plantão lendo este post.
E não estou porque posso afirmar com certeza que quase tudo na minha vida está até muito bem e, neste momento, peço a Deus proteção contra os invejosos conscientes ou inconscientes que ainda não aprenderam a da valor ao esforço alheio ou implementar os próprios passos na conquista de suas próprias vitórias.
Entretanto, eu disse 'quase' tudo; há coisas que nem por muito esforço me parece possível alcançar. E não atingir certas metas me frustra sobremaneira; a sensação insopitável de falha me preenche a alma; essa seria a melhor maneira para poder descrever o que sinto.
Me disseram uma vez que 'o que não tem remédio, remediado já está', mas considerando o curso dos eventos vou ser obrigado a lançar anátema nesta frase da sabedoria popular, que nem sempre costuma ser assim tão sábia, costuma apenas mostrar nossos medos, anseios, preconceitos e outras facetas negativas de nossa personalidade ou cultura.
De qualquer forma... estando ou não remediada minha frustração, só o que eu posso fazer é mesmo conviver com isso e deixar pra lá. Neste momento, não creio poder fazer nada a mais do que já faço ou fiz para galgar mais este degrau. Portanto, vou fazer como o modelo sugere: 'erguer a cabeça, respirar fundo, encher o peito e dizer em alto e bom tom: FOOOOOOOO...-SE!!!'

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Amizade

Por difícil que seja a tarefa de resumir os últimos 7 ou 8 meses, vou tentar fazê-lo. Vou tentar para pelo menos fazer jus a alguns eventos, situações e pessoas que entraram na minha vida ou que saíram dela.
Posso dizer que esses meses foram meses de altos e baixos; muitas vezes de quedas emocionais profundas e alguns momentos de alegria. Acho que estou recuperado agora. O porquê? Amizade.
Esse sentimento nobre, singelo, forte, sincero, que nos faz aprender tolerância, respeito, sinceridade, honestidade, cumplicidade (sem "passar a mão na cabeça"), vontade de dividir experiências, de dar apoio, suporte, de caminhar lado a lado; de lembrar sempre do outro e torcer para que esteja bem, para que se sinta feliz, mesmo que você não esteja por perto para dar a mão nos momentos de tropeço.
Deus, que é infinitamente bom para com todos, foi bom comigo este ano também, sobretudo depois de um dos momentos mais difíceis que já experimentei. Logo de cara, bem no princípio, um amigo despontou no horizonte e, mesmo debaixo de chuva torrencial, conseguiu, a poder de táxi, chegar à minha casa, para me ouvir chorar. Um outro, no dia anterior, me levou para sair e tentar distrair minha mente em monoidéia e também esteve próximo o tempo todo, incentivando.
Mas a vida sempre reserva muitas surpresas e não foi diferente comigo: conheci tanta gente nestes últimos meses que fiquei sem postar e todas foram e são agora pessoas importantes na minha vida. Não sei o que teria sido de mim sem elas, pois eu não tinha chão, não tinha pousada para minha cabeça, nem sossego no coração e, aos poucos, elas foram entrando na minha vida e me ajudando a mudar meus pensamentos, minha forma de ver e sentir as coisas.
Talvez eu nunca possa realmente agradecer a estas pessoas de maneira apropriada, o que me faz pensar que Amizade talvez seja para isso: viver a vida fazendo o mesmo por elas e por outras pessoas no caminho, a fim de se sentir "quites".
Não vou aqui citar os nomes, porque elas sabem quem são e se não suspeitam, é porque a modéstia as impede disso, o que as torna ainda mais especiais.
Esta pequena e simplória reflexão me fez questionar um fato:
  • Por que não conseguimos desenvolver, via de regra, o sentimento puro e verdadeiro de amizade em um relacionamento a dois? Na verdade, desenvolvemos sentimentos contrários à amizade neste tipo de relacionamento: ciúmes, posse, desrespeito, intolerância, vontade de mudar o outro, sem falar na traição. Sim, homens e mulheres traem, sem saber que estão traindo a si mesmos, desrespeitando a si mesmos, na crença ilusória de que estão por cima da carne seca. Quando é que um amigo sincero trairia outro amigo e com qual propósito? Quando é que um amigo tentaria mudar a cabeça do outro sem compreender-lhe e respeitar-lhe os motivos, dando subsídios para que o outro tivesse vontade de mudar por si próprio? Quando é que um amigo acredita ser perfeito para saber o que o outro realmente precisa e, neste caso, apenas está ali, ouvindo e apoiando você? Quando é que um amigo deixa de falar o que você realmente precisa ouvir, ainda que de maneira absolutamente educada? Mais importante: quando é que um amigo deixa de querer e fazer o que lhe é possível para que você seja feliz, mesmo em sua ausência física?
Pois é. De janeiro para cá eu pude, no fringir dos ovos, descobrir este tipo de coisa em relação àqueles que me cercavam e vim a descobrir quem são meus amigos, quem se tornou amigo e quem nunca foi, de fato, um amigo. Estar sempre junto, rir junto, conversar, viajar e dividir espaço de convivência com outras pessoas não faz delas suas amigas... é necessário um tanto mais que isso.
E àqueles que nesses meses têm sido verdadeiros Heroes na minha vida, só posso por agora dizer: MUITO OBRIGADO!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

E 7 meses depois...

Bom dia, caros leitores... se é que eu ainda tenho algum, depois de 7 meses sem compartilhar meus momentos...

Mas por causa de uma amiga, alguém com um mínimo de noção, cultura, senso de humor e muita inteligência, resolvi voltar a redigir aqui aquilo que passa à minha mente.

Obrigado, Cissa! Você devolveu minha vontade de escrever, kkkk!!!

Tanta coisa aconteceu nesses últimos 7 meses... mas vou tentar "não entrar em pânico" e organizar as idéias conforme elas vêm à minha mente. Escrever é uma excelente terapia, para quem sabe o poder que as palavras têm na vida.

Por enquanto é isso. Um breve OI para que voltem, por favor, a acompanhar meus escritos.

Grande abraço e até!

domingo, 2 de março de 2008

Pois é, postando uns widgets de músicas que gosto muito neste momento... ambas têm algumas verdades que eu também gostaria de compartilhar com vocês... para quem não lê em inglês, só me perguntar depois...


Sean Kingston - Beautiful Girls lyrics

Diddy - Last Night lyrics

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Você...

Você está aí, em algum lugar, escondida de mim, longe do meu toque
Você está aí, lendo meus textos, rindo de minhas piadas, compartilhando minha vida virtual
Você está aí, sorrindo para mim, sorriso que não tem igual
Você está aí, também escrevendo, também se expondo, não querendo que eu me choque

Com as dúvidas, os anseios, as tristezas, as mágoas passadas, as batalhas de sua vida...

Mas preciso me chocar, indignar-me mesmo, com tudo o que já aconteceu de errado; de outra forma, como sintonizar, simpatizar, afinizar, solidarizar, querer bem?

Não te toco e ainda assim, sinto o cheiro de tua pele, a maciez de teus cabelos, o calor de suas mãos bem cuidadas.
Não te abraço e ainda assim posso ouvir o bater de seu pêndulo sagrado, abalado, remoído em lembranças que quero fazer-te esquecer.
Não estive contigo toda a sua vida, mas mesmo assim sinto o ecoar do pranto, dos sorrisos, dos suspiros de alívio, das interjeições pronunciadas.

Mas vou te encontrar. Vou abraçar. Vou beijar-te a face e em teus olhos mergulhar.
Vou ouvir teu sorriso, largo como o dia a raiar.
Seu coração disparado, entoará novas canções; de regozijo, espero.
E em meus olhos vai descobrir aquilo que quero.

Você...

domingo, 24 de fevereiro de 2008

A Fera



Você tem me mostrado sua cara feia há anos; faz de tudo para tentar me derrubar: coloca obstáculos, perseguições, dificuldades várias em casa, na escola ou trabalho, traições, falsos amigos, doces ilusões de amor.
Mas obstáculo é coisa feita para ser superada.
Perseguição é para provar sua resistência e fibra moral.
As dificuldades acabaram por mostrar também do que é que sou feito, na verdade.
As traições são terríveis, mas pelo menos te mostram a verdadeira cara dos covardes.
Os falsos amigos ainda não aprenderam o verdadeiro sentido da palavra amizade e, da mesma forma que distribuem sua ingratidão e perversidade encontrarão mais à frente a resposta de seus atos.
As doces ilusões de amor não passam mesmo disso e, uma vez terminado o doce, fica o fel da lembrança amarga da dedicação e tempo perdidos por quem não merecia você.
Entretanto ainda estou aqui, de pé, sem vacilar, sem pestanejar. Mais forte, mais resistente, concentrado nas coisas que realmente importam.
E, no fim das contas, percebi que sua cara não é assim tão feia... seus dentes não são assim tão afiados e seu olhar não é tão rubro.
Você é apenas aquilo que é e cada um de nós te interpreta com aquilo que já conhecemos sobre você... mas por que vamos sobrevivendo às suas mordidas sua máscara vai se desfazendo até que se torna completamente compreensível e transparente...

Você bem que tentou caprichar no tiro, mas esse ainda foi de raspão.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Que os traíras morram de morte infecciosa!!!

Faz 2 dias coloquei essa frase em meu MSN, pois estava passando por um momento súbito de raiva, pensando na condição do ser humano.
Eu aprendi a duras penas que o ser humano: mente, dissimula, finge, não é sincero, honesto (nem consigo mesmo), é orgulhoso, egoísta e pode trair sua confiança da maneira mais sórdida possível.
Em suma, eu acredito piamente que as pessoas deveriam vir com as 3 Leis de Asimov instaladas na consciência por padrão de fábrica... ou TNC.
Mas tudo tem volta! Lei de Ação e Reação... e quando a reação acontece...
O outro tipo de gente ainda está por aí, em algum lugar, acanhado e tímido, esperando para ser descoberto e valorizado.

O problema é que dá uma raiva danada esbarrar a vida inteira com a segunda linha de fábrica, achando ter encontrado gente que preste e, por muito tempo podemos viver enganados, acreditando mesmo ter encontrado; mas é uma doce ilusão, como nosso poeta já disse: "que é eterno enquanto dura".

Nunca vi frase mais mesquinha na minha vida, porém um retrato honesto daquilo que ele com certeza vivenciou.

E agora eu também entendo o sentido disso... mas não quero eternidade temporária não, é muito paradoxal pra minha mente, eu quero experimentar sentimentos reais, com pessoas reais.

Por isso quero que as mentirosas, cretinas, desonestas e dissimuladas MORRAM POR MORTE INFECCIOSA!!!!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Para refletir...

Essa semana, lendo um site, vi o seguinte texto de uma mulher:

"Gostaria de encontrar um homem inteligente, sincero, honesto, trabalhador, bem humorado, que saiba me conquistar todos os dias."

Daí comecei a refletir que o desejo dela é mais do que justo e apropriado, não fosse o fato de que, em nenhum lugar do texto, ela diz querer ou saber conquistar o homem que ela procura todos os dias...
Se queremos uma relação igualitária por que só o homem tem a função de conquistar a mulher todos os dias? Não merece ele também ser conquistado todos os dias? Não terá ele anseios, desejos, aspirações, romance na vida?
Isso sem dizer os outros atributos que ela diz querer nele... ela também pode provê-los todos?

Então percebi um dos problemas essenciais do ser humano: nós queremos tudo de bom para nós (o que continua sendo muito justo e apropriado), mas não estamos dispostos a oferecer na mesma proporção aquilo que queremos para nós.
Não nos esforçamos por melhorarmos a nós mesmos, a fim de termos sempre algo melhor a oferecer todos os dias.
Como posso ser "bom" para o outro se não o sou para mim mesmo, se não me melhoro física, mental, intelectual, emocional, espiritualmente?

Para refletir...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Família

Meus queridos,

parece que hoje empolguei a conversar com vocês... então vou mesmo aproveitar o tempo para falar sobre outros assuntos, não menos importantes em nossas vidas.

Um desses assuntos é a família.

Essa instituição social primária, conforme afirmarão os sociólogos; para mim, órgão de vital importância na vida de qualquer ser humano que deseja ser equilibrado, capaz e ter um mínimo de noção na vida!!!

Que tamanha responsabilidade é ter e formar uma família não é mesmo? Entretanto, a todo grande desafio, grande também a recompensa do sucesso.

Família, entretanto, não é aglomerado de pessoas sob o mesmo teto. Assim o fosse, nossas baratas também seriam família, pois que vivem sob nossos tetos, hahahaha... imaginem...

Família é aquele conjunto de pessoas que, a despeito de suas próprias limitações e dificuldades, lutam juntos por um mesmo ideal de crescimento e progresso de seus membros, renunciando, abnegando e amparando a cada um.

E assim, forma-se também o Lar... lar não é casa, pois que casa até os caramujos têm (eu devo estar com toda a fauna na mente hoje...), mas não faz disso um lar.
Lar é o clima, o ambiente que essa família constrói, em conjunto. Clima de aconchego, compreensão, suporte, incentivo, calor humano.

Muitas vezes somos estranhos em nossas próprias casas, nem contribuímos para sermos parte da família, muito menos na construção do lar... sofremos, mas não sabemos o porquê.

Que tal refletir?

Crying Game - Boy George

Caros leitores,

essa é antiga, mas duvido que não haja quem já não tenha experimentado um pouco do que o autor descreve...

I know all there is to know, about the crying game
I've had my share of the crying game
First there are kisses
Then there are sighs
And then before you know where you are, you're saying goodbye
One day soon, I'm gonna tell the moon, about the crying game
And if he knows, maybe he'll explain
Why there are heartaches (Heartaches)
Why there are tears (So sad)
And what to do, to stop feeling blue, when love disappears
First there are kisses (Kisses)
Then there are sighs (So sad)
And then before, you know where you are, you're saying goodbye
Don't want no more, of the crying game (Don't want no more)
Don't want no more, of the crying game (Don't want no more)
Don't want no more, of the crying game (Don't want no more)
Don't want no more, of the crying game

Entretanto, eu pergunto a vocês: irão desistir assim facilmente? Estão vivos não estão? Merecem coisa beeeeeemmmmm melhor do que o que foi "perdido" não merecem?

Sim, coloquei a palavra perdido entre aspas para ver se ganham alguma NOÇÃO e percebem se foi mesmo perdido... Caiam na real! Vocês merecem mais e melhor e vão ter.

Como diria um amigo, nada de ficar choramingando... cate os pedaços e recomece... sem medos, sem reservas.
Reflita: "fiz tudo o que podia ser feito? Magoei os sentimentos de alguém? Agi honestamente comigo e com o outro?" Se a resposta for a seu favor, ponha um sorriso nesse rosto cabisbaixo e comece a pensar que dias melhores virão.
Quem mais tem a ganhar são vocês mesmos.
Tenham um ótimo dia!

No princípio...


No princípio, tudo são rosas, tudo é bom, belo e te enche de alegrias e esperanças. Você é agradavelmente surpreendido pela possibilidade das realizações conjuntas mais sublimes.
A convivência é pacífica, harmoniosa, tranquila, amorosa, calorosa, eu diria...
Assim como na criação do planeta: ele é inicialmente quente, revolto em suas experiências de adaptação e evolução tão necessárias à fixação das camadas porvindouras... e, finalmente chega a fase de maturação, estabilidade, confiança, segurança, solidez...
Mas "tudo o que é sólido desmancha-se no ar"... Marx tinha toda a razão. Nem todos estão preparados para vivenciar a plenitude da vida adulta, suas experiências, vivências; é necessário maturidade, disciplina, autocontrole, autoestima, saber o que quer da vida, fazer escolhas.
Mas não queremos escolher, queremos tudo e, se possível ao mesmo tempo. Queremos passar de experiência em experiência sem jamais nos fixarmos em nada, quais borboletas pousando de flor em flor.
Mas isso não resolve nossos problemas e, por mais que queiramos nos iludir, eles ainda estarão lá; porém, para as borboletas já será tarde demais... ao perceberem que já não podem mais voar como nos tempos de juventude, terão de ficar com a flor ou o cravo que aparecer no caminho e sentir a amargura das escolhas mal feitas, do tempo desperdiçado, das energias mal empregadas.
Toda ação gera uma reação e nós nem paramos para pensar que ação estamos tomando; a reação, porém, vem inexorável.
Pois que "o essencial é invisível aos olhos", "só pode ser visto com o coração".

Tudo tem um começo...

"Andando, o principezinho encontrou um jardim cheio de rosas. Contemplou-as...eram todas iguais à sua flor.
E deitado na relva, ele chorou...
E foi então que apareceu a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Que quer dizer "cativar" ?
- É uma coisa muito esquecida. Significa criar laços...Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. Eu não tenho necessidade de ti e tu não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas se tu me cativas, teremos necessidade um do outro. Serás para mim, único no mundo. E eu serei para ti, única no mundo. Minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. O teu passo me chamará para fora da toca, como se fosse música. A gente só conhece bem as coisas que cativou.
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal- entendidos. Cada dia te sentarás mais perto...Se tu vens por exemplo, às quatro da tarde, desde às três, eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar...a gente corre o risco de chorar um pouco, quando se deixou cativar. E acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua, é a única no mundo. É simples, o segredo: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos. Foi o tempo que perdeste com tua rosa, que fez tua rosa tão importante. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar...
" Os homens do teu planeta, disse o principezinho, cultivam cinco mil rosas num mesmo jardim...e nunca encontram o que procuram...E no entanto, o que eles buscam poderia ser achado numa só rosa, ou num pouquinho d'água...Mas os olhos são cegos. É preciso buscar com o coração..."
(Antoine De Saint- Exupéry) - O Pequeno Príncipe